Explicando a sumida!

Publicado abril 28, 2008 por blogdomalaria
Categorias: Geral

As paradas no gueto são mil grau, não tem como dizer. O barato endoidou aqui na quebrada e sumiram com meu pc mas logo menos to de volta na fita ai.

Pra quem tiver de boa na lagoa, firmeza na represa e suave na nave, navega nos parceiro de fé que em breve eu volto com os relato dos 1000 trutas e 1000 tretas:

justplay.info
umtudo.com
suspensa.info
rejeitados.com.br

Fui nessa, sou função!

Jeremias Muito Louco até os ossos!

Publicado dezembro 28, 2007 por blogdomalaria
Categorias: Geral

Salve,

O mano Jeremias, bebe cachaça pra caraio, e agora vem com umas de processar geral, uma parada diferente. O maluco tem peito de encarar de frente nomes como Google, Uol, Aol e outros. Ao mano meu respeito e que ao menos ele vença essa fita toda. O post total pode ser visto no justplay.info.

Será que o maluco compra uma fábrica de pinga e se afoga num tonel, depois dessa?
Fui nessa, sou função.

Meu primeiro mememe

Publicado novembro 14, 2007 por blogdomalaria
Categorias: Tamu juntu!

Tags: , , , , ,

Fui citado numa fita, e como num sou de correr da raia, vo cair pra cima.
Num to ligado direito como é essa fita de meme, mas o Léo do umtudo.com chamou e vo fazer minha parte.

Uma hora: Descanso, depois do meio dia (rango)
Um astro: Michael Jackson;
Um móvel: Auto-móvel;
Um líquido: Bombeirinho (receita: pinga com groselha, e uma expremida de limão);
Uma pedra preciosa: A que segura o barraco do Joninhas, la na vila dele. Sem ela, dificilmente ele moraria sob um teto;
Uma árvore: de natal, representa esperança pros mano de fé;
Uma flor: Ih, passo!;
Um animal: Meu tio, foi preso por matar 6 pessoas numa briga de bar;
Uma cor: Preto e Branco, aqui é corinthians mano;
Uma música: Racionais MC’s – Diário de um detento;
Um livro: Um azul, que segura a mesa pra não balançar;
Comida: Quente, porque gelada é mó treta;
Um lugar: Bar do Ivo, na minha vila;
Um verbo: Num manjo dessas fita de geografia não;
Uma expressão: VAI! VAI! VAI;
Um mês: Acabo? Lá vem as contas de novo!;
Um número: 13;
Um instrumento musical: Caixinha de fósforo, altos samba rolam;
Uma estação do ano: Jabaquara, depois cata o busão e segue;
Um filme: Emannuele, embalando as noites de sábado a 15 anos na bandeirantes;

Num to ligado direito, mas se pá tinha que convidar uma leva nova de gente. Dai nem tenho quem convidar, fica pra quem quiser continuar a fita ai.
Fui nessa, sou função!

Feriado no gueto? Dia comum!

Publicado novembro 1, 2007 por blogdomalaria
Categorias: Várzea

Tags:

Hoje, véspera de feriado. Aqui na periferia, a coisa muda bem pouco.
Como é sabido, existe muito desemprego nas grandes cidades. Então na maioria dos dias, a galera ta reunida em algum ponto de concentração de gente, e acredite, sempre tem um ponto novo, diferente, com um novo apelo, uma nova moda.

Ultimamente, tenho visto muitas igrejas novas sendo abertas aqui. Acho que neguinho se ligou que ser pastor é um bom negócio, já que você leva a alma de alguém pro céu, trata e cura, e em troca recebe um troco. Encarando como negócio, é uma boa né? Já vi pastor aqui que sai do culto direto pra bocada, pra abastecer o carro com drogas, alcool e vai pra festa. É comum, e talvez eu até vire pastor aqui, também.

Outra coisa que, normalmente encontrado em São Paulo, existe muito na periferia, são os botecos. De todos os tipos, das mais variadas formas e tamanhos, com as melhores e piores ideologias. Pode ter certeza que o número de igrejas aqui é relativamente parecido ao de butecos. O apelo do alcool é muito grande, todo mundo toma uma (sem esquecer de dar a parte do “santo” antes) e todo mundo troca idéias. Desde o boteco dedicado a galera do forró, que são, em média, 1/3 de todos os botecos disponíveis, até os menos ortodoxos, onde os donos da boca alocam seus funcionários para que as vendas não parem. Tem ainda, é claro, os de torcedores de futebol. Afinal das contas, todo mundo precisa ver um jogo e tem que se alocar em algum boteco. Não sem com isso tomar uma, “pra ajudar o time” dizem.

Hora de chegar, dia de feira na rua aqui e preciso fazer o corre com a velha, logo menos chego de volta pra dizer o que penso sobre os últimos acontecimentos.
Fui nessa, sou função!

Ps.: Da licença aqui,  mas ai num to ligado nessa sintonia de blog e pá, mas ai na humildade, vo adicionando os blog que mais interessa pra minha pessoa, sem maldade  firmão? é que num to ligado como arquiteta umas parcerias fortes virtuais, se alguém quiser dar um salve nisso ai, só deixa comentário que tamu junto, firmeza?

A tropa de elite que sustenta o tráfico

Publicado outubro 24, 2007 por blogdomalaria
Categorias: Tamu juntu!

Tags: , , , , , , , ,

(…)
Jovens, brancos, ricos, educados: a tropa de elite que sustenta o tráfico
Usuário de entorpecentes vive em condições muito melhores do que a média da população Brasileira, revela perfil traçado pela FGV: chefe do estudo diz que drogas são “bens de luxo para a elite“.
Pg. 06
(…)

Essa é a chamada do jornal Destak de hoje, 24 de outubro de 2007.
Desculpe, senhor José Antonio Lima (jlima@destakjornal.com.br). Você não está dizendo nada novo, tampouco o senhor Marcelo Neri, que é o coordenador da pesquisa, em nome da FGV. Os senhores são dois fanfarrões.

Certamente, ambos não conhecem o dia-a-dia de uma periferia, não sabem que tipo de gente transita aqui. Certamente, tratam o jornalismo e a pesquisa, respectivamente, como auto-promoção. Usar uma chamada desse tipo nada mais é que oportunismo puro. Se estão em dúvidas sobre qual ramo de atividade comercial seguir, recomendo seriamente que peçam para sair das atuais. Charlatanismo e enganação, além de pegar carona nos hypes, não são bons indícios para quem quer seguir no ramo de jornalismo e/ou pesquisas.

Cidadões das periferias de todo o país sabem PERFEITAMENTE o perfil de quem vem ao encontro de drogas. Não é tão dificil encontrar um Audi A3 passando, um Golf GTi, uma BMW. Me parece, e pode ter certeza, é óbvio que quem consome droga tem poder aquisitivo. A regra da boca é clara: sem dinheiro, sem droga. Pegou fiado e não pagou? Morre. Simples como 2 e 2 são 4. Festas regadas a drogas e alcool são, excluindo festas financiadas pelo próprio tráfico, coisa de quem tem grana e para clipes de rap norte americano. Não existem, em condições normais, o tipo de orgia regada a entorpecentes que as pessoas as vezes cismam e acreditam existir normalmente. Exceto, claro, sob as condições acima descritas.

As vezes eu questiono o conteúdo de certos jornais, certas matérias, certas pesquisas ditas “científicas”. Porra, como é necessário fazer tal pesquisa, sendo que se você ficar aqui na minha janela por 2, 3 dias, você teria a mesma resposta? Não é preciso estudo, nem nada disso.

E desculpe a formalidade do texto aqui, mas pra falar de igual pra igual com quem se diz jornalista/pesquisador, é mais fácil ser um pouco mais cuidadoso com as palavras.

—–

E vamo toca o bonde pra frente que o bagulho é loco. Se pá logo mais vo chega ali no centro do bang pra faze uns corre e depois relato as fitas pá vocês ai, firmeza? ;)
Fui nessa, sou função!

Desbinguelado a milhão no viaduto do chá

Publicado outubro 22, 2007 por blogdomalaria
Categorias: Várzea

Tags: , , , ,

Eram 13:52hs. Uma segunda-feira comum.
Desde cedo, eu tava com uma impressão muito forte de que algo poderia mudar minha vida naquele dia.
Voltando horas antes, as 07:32hs eu já estava de pé. O dia tava nublado, e a minha mãe queria pó de café, que tinha acabado no domingo, motivado por doses extras servidas aos coxinhas que plantavam na porta da goma por conta de um assassinato. A polícia é assim, se você não agrada e/ou tem algum arrego, você cai. O café foi servido e a roda girava.
Sai com destino ao boteco do Zé Almeida, conhecido como Batistinha. R$ 3,50 um sacolé de café, caro demais até para o gueto, mas que escolha eu teria, aquela hora do dia?
Voltei a milhão, o café foi servido e em instantes eu caia pra rua.
Já batia 07:58hs quando eu colei no ponto, varios manos, varias minas e o bumbo nada. Quando chegou, nenhuma surpresa: lotado até nas portas, nos restava esperar o próximo. É a vida, enquanto isso alguém improvisou um samba e a galera ficou ouvindo muda.
Busão colou, sobe o bonde todo, com destino ao centro. Pra sair da periferia é difícil, mas para estar nela é só sobreviver e não ter posses, que escolha nós temos?
09:33hs e eu cheguei na praça da Sé, vi o movimento e colei com uns chegado pra fumar um cigarro. Teria que esperar ao menos mais algumas horas para a entrevista que marquei no dia, com sorte saio de lá empregado e com um fio de esperança maior.
Cigarro vai, cigarro vem… joga um pião, vê o mulato-religioso-fanático bradando fortemente a pregação de que só com Jesus seriamos salvos, dois malarinhas mirins tentando o velho golpe de bater carteira, uma par de louco sentado nos arredores da praça, cada qual com seu cada um. A cena parece comum, é o centro da cidade, toda cidade tem o seu e entende sua rotina e suas histórias.
Enfim, voltamos ao início: 13h52hs.
Em 8 minutos, eu estaria mais perto de uma chance de emprego. Subi as escadas ancioso, o prédio era antigo e o elevador tinha pifado. Cheguei na sala 205, uma loirinha meio esquisita na portaria, pediu que eu sentasse. As 14hs em ponto eu seria atendido, eu tava com sorte. As 14:09hs, já ancioso, pergunto num tom sarcástico para a loira:
– Por favor, que horas são?
Era minha deixa, ela saberia que eu tinha hora marcada, e que estavam atrasados. Eu não poderia me dar ao luxo de esperar, eu tava na correria, tinha que marchar.
– São 15:10hs, e se não me engano as entrevistas já acabaram. Acho que acharam alguém legal!

Maldito horario de verão.

O dia que a favela chorou

Publicado outubro 21, 2007 por blogdomalaria
Categorias: Geral

Tags:

Poucas coisas são animadoras quando você mora no gueto. Mas a esperança e a criatividade do Brasileiro supera algumas dificuldades e nos faz ficar com um belo sorriso no rosto,  mesmo quando tudo o mais parece estar perdido. Falta água, tem um corpo caido no chão, um defunto que por uma rixa qualquer foi apagado, bem na frente da sua casa, numa tarde de sábado quente, fazendo todo o ritmo do lugar mudar e a bandidagem mostrar o quão estão preparados e prontos para a guerra, armados e com ódio no coração, e os preços das coisas básicas no mercado subindo semanalmente enquanto vemos os políticos brincando com o rumo de nossas vidas, e mesmo assim, conseguimos um sorriso sincero.

Até hoje, dia de corrida de fórmula 1 e jogo do corinthians, as coisas podem ficar feias facilmente. Embora felizes e esperançosos, sabemos que no final, chegará a segunda-feira e mais uma semana complicada irá se iniciar. E quando, para atrapalhar, Felipe Massa precisa seguir uma ordem da equipe (ok, ok, corporativismo não tem pátria) precisa deixar seu companheiro de equipe discretamente o ultrapassar para ser o campão, deixando assim a vitória e o gostinho bom em nossos lábios fugirem. E no decorrer do dia, o evento esportivo mais aguardado da semana, ao menos aqui na minha vila: o jogo do corinthians. E num senso de oportunidade aflorado, o time do náutico (Timbu) consegue uma vitória com sabor todo especial.

Eu gostaria muito de comentar essas coisas, mas agora não dá. Ainda tenho uma lágrima rolando nos olhos. Acho que não por ser corinthiano, acho que qualquer torcedor, seja da torcida Independente, torcida Jovem, Galoucura, Camisa 12 e tantas outras que contam com torcedores tão fanáticos e apaixonados, da mesma forma que eu sou, entendem o que é o seu time perder na tarde de domingo. Durante a semana, aguentar a zoação, já faz parte né? É o gueto, é a vida e nada muda, ao menos por enquanto.

Preto, pobre e sem motivos aparentes para sorrir. E mesmo assim, juntando a família e os amigos no domingo a tarde, para uma bela confraternização com comes e bebes, onde todos colocamos pra fora aquela alegria que nos faz sermos quem somos, brasileiros que nunca desistem, pessoas com coração bom e cabeça no lugar, e nos apoiando para não cair pro crime ou pras estatísticas. É complicado ser negão.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.